Banese

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Economia criativa: arte, cultura, tecnologia e negócios

Catarina Selada
FOTO: Arquivo Pessoal

*Por Lays Millena

Com os avanços tecnológicos e econômicos, a necessidade de estabelecer negócios e ações criativas tornou-se cada vez maior. Considerada o ramo do futuro, a economia criativa está presente tanto em países desenvolvidos como nos que ainda estão em desenvolvimento. O objetivo é sair da comum competição predatória e focar na criatividade, imaginação e inovação, alcançando, dessa forma, outros patamares. Para mostrar aos sergipanos a importância do tema, o Sebrae lançou o Projeto de Desenvolvimento de Negócios em Economia Criativa. Essa semana, Catarina Selada, mestre em Economia e Gestão da Ciência e Tecnologia pela Universidade Técnica de Lisboa e doutoranda em Governação, Conhecimento e Inovação pela Universidade de Coimbra, proferiu uma palestra com o tema: “A economia criativa nos territórios: casos de estudo”, no auditório do Sebrae.

De acordo com Catarina, embora muitos encarem a economia criativa como uma novidade, o assunto já estava sendo discutido, na Austrália, desde 1994 e, depois, no Reino Unido, em 1997, quando já se falava em indústrias criativas. “Uma empresa que trabalha com a economia criativa destaca as competências e capacidades individuais dos trabalhadores, como forma de gerar renda e empregos. Esse é o novo paradigma de desenvolvimento”, ressalta Catarina em entrevista especial aos jornalistas André Barros e Rosalvo Nogueira no Jornal da Manhã da Jovem Pan. A economista disse ainda que esse segmento não está apenas relacionado à criatividade, mas também à cultura e sustentabilidade ambiental.

Segundo a especialista, a economia criativa é uma ligação entre a arte, cultura, tecnologia e negócio. “Existem várias estatísticas, a nível mundial, mostrando que as indústrias criativas contribuem para o Produto Interno Bruto (PIB) e geração de empregos numa porcentagem significativa da empresa global. Os territórios, ao perceberem a força da cultura e criatividade, lançam novas políticas e programas de financiamento”, salienta. Catarina destacou também a crescente influência das redes sociais para as empresas, principalmente no setor da comunicação. “A área da comunicação é um setor criativo. Estar nas redes sociais é imprescindível para manter-se em evidência”, afirma.

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