Banese

quinta-feira, 31 de maio de 2012

“Posso deixar o cargo, mas não concordo com isso”, afirma Monsenhor Carvalho

*Por Lays Millena

Monsenhor José Carvalho de Souza
FOTO: Divulgação
A notícia de que monsenhor José Carvalho de Souza deixaria a direção do colégio Arquidiocesano causou grande repercussão na capital. Na última terça-feira (29), vários estudantes, pais de alunos e ex-alunos saíram pelas ruas e fizeram protesto em frente à Cúria, reivindicando a permanência do cônego. Embora as reais causas da demissão não tenham sido divulgadas, surgiram boatos de que uma crise financeira no colégio teria motivado o arcebispo Dom José Palmeira Lessa a pedir a saída do sacerdote. No entanto, de acordo com monsenhor Carvalho, essa informação é inverídica. “O Arquidiocesano tem bastante vitalidade e está muito bem. De fato, o número de alunos diminuiu, mas isso está relacionado às mudanças que ocorreram na cidade, pois, hoje, as famílias preferem matricular seus filhos em colégios perto de casa. Mesmo assim, continuamos navegando”, ressaltou o padre em entrevista aos jornalistas André Barros e Rosalvo Nogueira no Jornal da Manhã da Jovem Pan.

De acordo com o diretor, a instituição conta com 1801 alunos na unidade do Centro e mais de 500 na Farolândia, totalizando, dessa forma, mais de 2300 alunos. Questionado sobre a queda no repasse para a Arquidiocese, o sacerdote disse que os valores não foram alterados. “Quem lhe passou essa informação ou é mentiroso ou agiu de má-fé. Mensalmente, repassamos o valor de R$ 46 mil”, ratificou. O monsenhor Carvalho disse ainda que, em conversa com o arcebispo, deixou claro que não concorda com a saída do colégio, mas deixou o cargo à disposição.

“Sugeri que um vice-reitor trabalhasse comigo, para que eu não precisasse me afastar dos alunos. Se, na idade em que estou, percebesse insatisfação por parte dos pais e alunos, seria o primeiro a solicitar meu afastamento”, ressaltou. Segundo o monsenhor, a notícia serviu para mostrar o quanto ele é querido pela comunidade. Hoje (31), a Arquidiocese divulgou, no seu site oficial, uma nota de esclarecimento, onde Dom Lessa afirma que está suspenso, temporariamente, o processo de transição do cônego. Caso deixe a direção do colégio, o sacerdote disse que não ficará ressentido. “Como padre, devo obediência. Sou funcionário do colégio e vou exigir meus direitos trabalhistas, mas sairei com a certeza do dever cumprido”, finalizou.

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