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| Luiz Moura (Dieese) FOTO: Divulgação |
*Por Lays Millena
Após a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil anunciarem reduções nas taxas de juros, vários bancos privados seguiram o mesmo caminho, a fim de garantir os investimentos dos correntistas. No entanto, de acordo com o economista Luiz Moura, do Departamento Intersindical de Estudos Econômicos (Dieese), há uma grande diferença entre o que foi anunciado pelos bancos e o que realmente está acontecendo. “O correntista precisa ter discernimento e negociar com o gerente dele no banco, porque as taxas não são reduzidas automaticamente; tive o desprazer de ver e comprovar isso”, afirma o economista em entrevista especial no Jornal da Manhã da Jovem Pan.
De acordo com Luiz Moura, essa não foi a determinação da presidente Dilma Roussef (PT) e do ministro Guido Mantega. “É claro que o banco deve ter o cuidado para que o correntista não se torne inadimplente, mas isso não pode ocorrer da forma que está sendo feita. De fato, tivemos uma redução de juros. Porém, o cliente precisa ver isso na prática”, ressalta. O economista diz ainda que os bancos privados só diminuíram os juros por medo de perder os correntistas. “Dos 180 bancos existentes no país, apenas seis detém 85% do mercado financeiro. A Caixa e o Banco do Brasil possuem de 40% a 45% dessa fatia econômica. Ao reduzir, eles forçaram os bancos privados a fazer o mesmo”, explica.
Uma opção que os clientes têm é, a partir da taxa que determinado banco oferece, conseguir que outro cubra o valor e disponibilize uma redução ainda maior. Para Luiz Moura, a “queda” nas taxas de juros deveriam alcançar também os cartões de crédito, evitando que os brasileiros se endividem tanto com o refinanciamento. “Se o cliente sair da taxa de 15% para 1,7%, vai sobrar um dinheirinho a mais no final do mês para que faça as compras sem ficar enforcado em algum banco”, opina.

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