Banese

quinta-feira, 14 de junho de 2012

"Déda precisa definir a carga horária dos policiais de uma vez por todas”, afirma Capitão Samuel



*Por Lays Millena
O Ministério Público Estadual (MPE), por intermédio da Coordenadoria Geral, do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública e do Gabinete de Segurança Institucional expediu decisão, recomendando que o pagamento de gratificações dos policiais deve obedecer a parâmetros legais. Agora, será revogado qualquer Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que autorize Entes Municipais ou Particulares a pagar gratificações aos Agentes Policiais de Estado, civis ou militares, em razão da atuação, ordinária ou extraordinária, na segurança de eventos públicos ou de acesso público. Em entrevista aos jornalistas André Barros e Rosalvo Nogueira no Jornal da Manhã (Jovem Pan), o deputado estadual Capitão Samuel Barreto (PSL) falou sobre o assunto. De acordo com o parlamentar, o novo comando está com uma pedra grande no sapato.
“A previsão é que fossem devolvidos cerca de 800 policiais às ruas e, até agora, apenas 22 policias foram liberados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). A própria Secretaria não faz o dever de casa. São quase 200 policiais militares fazendo papel de policial civil. Sem o TAC, as coisas ficarão mais difíceis”, explica Samuel. Ainda falando sobre a segurança da população, o parlamentar disse que o Governo precisa dar apoio ao coronel Iunes. “Não adianta mudar de nome sem mudar de atitude”, afirma. 
Em relação ao concurso para a Polícia Militar, capitão Samuel não entende o porquê de o Estado aguardar o Código Disciplinar ser aprovado. “Minas Gerais passou um ano e meio para aprovar o Código na Assembleia Legislativa (AL). A sociedade é que precisa desses homens trabalhando. Qual a razão de esperar o Código Disciplinar ser aprovado e só depois fazer o concurso?”, questiona. Segundo o deputado, a chegada do coronel Maurício Iunes no comando da Polícia Militar já trouxe melhorias. “O que eu posso dizer ao governador Marcelo Déda (PT) é que o comandante está fazendo o que ele pode dentro da corporação, para aumentar a segurança da sociedade, mas Iunes, sozinho, não vai conseguir muita coisa”, opina. Para Samuel, com a decisão do MPE, o governador precisa definir a carga horária dos policiais de uma vez por todas.

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