Além de viabilizar discussões com categorias, o deputado quer testar maioria do Governo na Assembleia
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| "O Governo tem que enxugar onde pode" FOTO: Divulgação |
*Por Lays Millena
Projetos do Governo, em caráter de urgência, não devem ser votados. Pode até parecer uma ideia absurda, mas esse é o projeto do deputado Augusto Bezerra (DEM), apresentado na Assembleia Legislativa (AL). “Toda vez que chegar um projeto, ninguém deve votar em urgência. Já que o Governo não quer discutir com as categorias, quem vai fazer isso é a AL. Por exemplo, se recebermos uma proposta de aumento de 5,8% para os professores e a categoria não concordar, a Assembleia abre o canal de negociação. Não vamos votar mais a reboque do que o governador Marcelo Déda (PT) quer”, explicou o parlamentar, em entrevista especial aos jornalistas André Barros e Rosalvo Nogueira no Jornal da Manhã da Jovem Pan.
De acordo com Augusto, os deputados Capitão Samuel (PSL), Goretti Reis (DEM), Venâncio Fonseca (PP), Ana Lúcia (PT) e Maria Mendonça (PSB) concordaram plenamente com a iniciativa. Ao contrário do que muitos vão pensar, o parlamentar diz que a AL trabalhará mais, porque as comissões vão discutir questões que beneficiarão as categorias. “Tenho o compromisso com os pequenos funcionários de só votar algo na AL se o Governo enviar o Plano de Cargos e Salários. Alguns servidores levam para casa R$ 520,00 e tenho contracheques que comprovam isso”, afirma, ressaltando que, desde março, o Plano de Carreira é aguardado.
Em relação à greve dos professores, o deputado Augusto Bezerra diz que o Estado tem condições financeiras de pagar o rejuste de 22%, reivindicado pela categoria. “O Governo precisa começar a enxugar onde pode. É muito dinheiro sendo pago de forma ilegal e até imoral. Tem Procurador ganhando R$ 35 mil, enquanto o professor não chega ao fim de carreira com R$ 5 mil”, revela. Sobre a proposta de não votar projetos em caráter de urgência, Augusto acha que o governador perderá novamente. “Déda já perdeu a eleição da Mesa, na Assembleia e, agora, não será diferente. Essa será a prova de fogo para testar a maioria do governador naquela Casa”, finaliza.

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