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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Sindicalistas aguardam projeto de reajuste ser analisado na Assembleia Legislativa

 *Por Lays Millena

Reajuste anunciado não agradou servidores
FOTO: Marina Fontenele/G1 SE
Galerias lotadas. Assim estava a Assembleia Legislativa, na sessão de ontem, 19. Após o anúncio do reajuste salarial para professores e demais servidores do Estado, a insatisfação ficou ainda maior por parte das categorias. O governador Marcelo Déda (PT) anunciou que os cargos comissionados não serão contemplados com o aumento. Os professores terão reajuste de 6,5% e os demais servidores, 5,02%. De acordo com o presidente do Sintrase (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Sergipe), Valdir Rodrigues, esse é o resultado da falta de planejamento do Governo em relação à política salarial.

“Esse é um problema criado pelo próprio Governo. Agora, os servidores saem prejudicados, se sacrificando, para manter o status quo do Estado. Enquanto uns recebem R$ 30 mil, outros ganham quase nada. Isso é injusto. Esse reajuste não vai alterar em absolutamente nada a vida dos servidores”, ressalta o presidente em entrevista especial aos jornalistas André Barros e Rosalvo Nogueira no Jornal da Manhã da Jovem. Segundo Valdir, a economia do Estado só sobrevive por conta dos empréstimos. “Se não fosse isso, o caos estaria instalado. Falta o Governo pegar a folha de pagamento e cortar o que está errado”, opina.

Valdir Rodrigues destaca necessidade do Pano de Carreira
FOTO: Arquivo/Sintrase


Em relação aos cargos comissionados, Valdir explica que alguns desses cargos pagam pouco, mas outros, por sua vez, chegam a ser absurdos. “Esses são os CCE’s (Cargo Comissionado Especial) que, em maioria, estão na Casa Civil”, diz. Outra cobrança antiga, feita pelo Sindicato, é o Plano de Cargos e Salários, que não foi definido até hoje.  “Não adianta dar reajuste sem estabelecer o Plano de Cargos e Salários. Queremos discutir essa questão”, afirma. Valdir disse ainda que a categoria não vai desistir da luta. “Não vamos “abaixar a cabeça” e estamos buscando novos caminhos a serem trilhados daqui para a frente. Aos que estão no poder, um aviso: política se faz como antigamente, através do debate”, finaliza o presidente.

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