*Por Lays Millena
Após quase cinco anos, a imprensa sergipana volta a falar da Operação Navalha, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2007. O motivo de tamanha repercussão está relacionado ao possível retorno da pauta no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para que o mesmo receba a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra os indiciados no processo. No entanto, de acordo com o dr. Gilberto Vieira, advogado de defesa do conselheiro do TCE, Flávio Conceição, não está acontecendo absolutamente nada. “Esse é mais um factoide jornalístico que eu não sei de onde surgiu e por qual motivo”, revela o advogado em entrevista especial ao jornalista André Barros durante o Jornal da Manhã (Jovem Pan).
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| Conselheiro do TCE, Flávio Conceição FOTO: Divulgação |
De acordo com dr. Gilberto, o processo da Operação Navalha é muito complexo, onde existem uma série de entraves e imunidades processuais, irregularidade nas gravações e fatores que ainda não foram decididos pelo STJ. “O que está para ser decidido agora é se o processo seguirá de forma única ou com desmembramentos, como foi decidido anteriormente pelo STJ. Isso estava na pauta de julgamento do dia 2/5, mas a data foi alterada. Não tem nada a ver com a Operação Navalha”, explica.
Questionado sobre a possível condenação de alguns dos indiciados, o advogado disse que não poderia falar sobre todos os acusados no processo. “Em relação ao dr. Flávio Conceição, não há nada que possa levá-lo a uma condenação. As provas colhidas contra ele são irregulares e as gravações foram inventadas. Agora, nós vamos cumprir tabela para concluir esse processo. Essa é a visão da defesa. O desfecho será favorável e a história da Navalha será passada a limpo em todo o estado de Sergipe”, assegura.

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