Banese

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sintese: “Governador não pediu retorno dos professores diretamente”

*Por Lays Millena

SINTESE: "É difícil acreditar no governador"
FOTO: Portal F5 News
Em assembleia realizada na última quarta-feira (2), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica em Sergipe (Sintese) decidiu permanecer em greve por tempo indeterminado. De acordo com o Secretário Geral do sindicato, Carlos Sérgio, está cada vez mais difícil acreditar nas palavras do governador Marcelo Déda (PT). “Nós temos autonomia e prezamos a valorização e respeito aos professores. A categoria não consegue acreditar no argumento do governador de que é impossível pagar o piso. Na segunda-feira, no Diário Oficial, estão lá nomeações, com remuneração acima de R$ 3000,00,  inclusive, na Secretaria de Estado da Educação (Seed). Como podemos acreditar nele?”, questiona o Secretário durante entrevista no Jornal da Manhã da Jovem Pan.

Outro ponto criticado pelo Sintese está relacionado à forma como os professores estão sendo tratados pelo gestor estadual. “A categoria apoiou o  governo em todos os momentos, mas esse é o nosso retorno”, ressalta Carlos Sérgio. O Secretário disse ainda que os apelos do governador para que a greve acabasse foram ditos à imprensa e não ao sindicato. “Em momento algum, diante da Comissão de Negociação, o governador Marcelo Déda pediu que os professores voltassem às salas de aula. Ele esquece muitos fatores importantes nesse processo de discussão. Somos muito agredidos”, salienta.

Questionado sobre a porcentagem de aumento recebida pelos professores do ano de 2006 até agora, o secretário do Sintese diz que ainda não foram realizados cálculos precisos, mas ele não acredita que a categoria tenha recebido 120% de aumento até hoje. “Queria saber que lógica é essa utilizada pelo governo. Tudo isso tem a intenção de jogar a sociedade contra os professores”, afirma. Segundo Carlos Sérgio, o sindicato não perdeu as esperanças e continuará lutando pelos seus direitos. “Nessa sexta-feira (4), faremos uma grande panfletagem em frente ao Palácio dos Despachos para mostrar a realidade e dizer ao governador que não nos renderemos a esse tipo de coação”, finaliza.


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