Banese

segunda-feira, 9 de julho de 2012

“Não vamos para as ruas apenas em ano eleitoral”, afirma Vera Lúcia

FOTO: Marina Fontenele/G1-SE

*Por Lays Millena

Após ter enfrentado as eleições de 2004 e 2008, Vera Lúcia (PSTU) foi escolhida, pelos partidos de esquerda, para disputar a Prefeitura de Aracaju. De acordo com Vera, muitos candidatos já fizeram a “sopa de letrinhas” e, dessa forma, terão vantagens no tempo do horário eleitoral. “Novamente, todos eles farão programas “hollywoodianos” para enganar a população. Nessas eleições, a juventude e os trabalhadores têm uma alternativa de esquerda e socialista”, ressalta a candidata, em entrevista especial aos jornalistas André Barros e Rosalvo Nogueira no Jornal da Manhã da Jovem Pan.

Segundo Vera Lúcia, o PT decepcionou, principalmente, a classe trabalhadora, que apostou no partido durante todos esses anos. “É claro que, dentro do PT e PCdoB, existem pessoas honestas e lutadoras, o problema é que estão no lugar errado. Somos diferentes porque estamos trilhando um caminho de defesa aos trabalhadores. As atitudes comprovam isso”, afirma. A união entre o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB) é algo novo para esse pleito. No entanto, Vera Lúcia aposta no compromisso e coerência política.

“É possível resolver os problemas da falta de moradia, transporte público e saúde. Para isso, teremos que enfrentar os grandes empresários e ir de encontro aos interesses deles”, destaca Vera. Segundo a candidata, a campanha dos partidos de esquerda será pobre, porque será custeada pelos próprios trabalhadores. “Não aceitamos doações dos empresários. Essa é uma opção política”, revela. Mesmo com o pouco tempo de TV, a candidata assegura que conseguirá passar a mensagem do agrupamento.

“Não vamos para as ruas apenas em ano eleitoral, como fazem muitos por aí. Nós vivenciamos a realidade, porque somos trabalhadores e sentimos na pele”, salienta. A candidata criticou também a condição da saúde no município. “Muitas mães não fazem o pré-natal porque as unidades de saúde não têm obstetras e só contam com o trabalho dos enfermeiros, mas enfermeiro não é médico. Isso não pode acontecer”, reforçou. Ao final da entrevista, a candidata garantiu que se sente experiente para administrar Aracaju, porque está próxima à realidade e sabe do que os cidadãos precisam. “Conheço os problemas e as soluções para eles. Queremos governar para o povo, porque também somos o povo”, finaliza. 

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